Michel Pêcheux - Escritos4

Click here to load reader

  • date post

    03-Jun-2018
  • Category

    Documents

  • view

    216
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Michel Pêcheux - Escritos4

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    1/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    2/16

    ESCRITOS 4

    Publicao do

    LABORATRIO DE ESTUDOS URBANOSLABEURB - NUDECRI - UNICAMP

    PROJETO TEMTICOAPOIO FAPESP

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    3/16

    Apresentao

    Nesse nmero de Escritos publicamos a traduo de um texto de M. Pcheux, apresentado em sua verso original na revista Mots e que temcomo principal objetivo situar o ponto de vista epistemolgico da Anlise de Discurso, da escola francesa, de que ele fundador. um texto essencial para a compreenso dos efeitos da noo de discurso sobre o campo das Cincias Humanas em geral, tendo a histriacomo uma referncia especial. Alm disso, esse texto permite tambm se compreender a natureza da noo de sujeito trabalhadadiscursivamente e as conseqncias da considerao do sujeito da linguagem para a Psicologia, em particular.Desse modo, consideramos de interesse acrescentar um texto em que refletimos sobre a questo da subjetividade e da histria.

    Campinas, maio de 1999Eni P. Orlandi

    Labeurb/Nudecri - Unicamp

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    4/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    5/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    6/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    7/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    8/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    9/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    10/16

    8 Na obra citada acima, E. Roudinesco mostra como a psicologia francesa foi rendida pelos psicolgos na recepo-resistncia manifestada face psicanlise. Para

    retomar os termos de P. Aris, nada prova que os psiclogos tenham lido Dostoivesky, e tudo mostra que eles continuam a desconfiar de Freud. Sobre a questo doscompromissos para se fazer aceitar, e a das ameaas imagem de marca , esta carta de Freud Laforgue citada por Roudinesco: ... No se obtm nada por concesses opinio pblica ou aos preconceitos reinantes. Este procedimento completamente contrrio ao esprito da psicanlise, cuja tcnica nunca a de querer camuflar ouatenuar as resistncias. A experincia tem mostrado tambm que as pessoas que tomam a via do compromisso, das atenuaes, em suma, do oportunismo diplomtico, sevem no final das contas elas mesmas descartadas de seu prprio caminho... (p.293).9De que, por memria, deriva a seco Psicofisiologia e Psicologia no CNRS.

    11Sobre esta distino entre o discursivo logicamente estabilizado versus o no estabilizado, e suas repercusses nas Cincias da Linguagem, cf. M. Pcheux, Sobre a(des)construo das teorias lingsticas, DRLAV, 27, dezembro de 1982. Trad. bras. inLnguas e Instrumentos Lingsticos , n. 2, Pontes eds, Campinas, 1999.

    Abril de 1983

    (Traduo: Eni P. Orlandi)

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    11/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    12/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    13/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    14/16

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    15/16

    Teramos, segundo o que penso, dois momentos no movimento dessa compreenso:

    1.Em um primeiro momento temos a interpelao do indivduo em sujeito pela ideologia. Essa a forma de assujeitamento que, emqualquer poca, mesmo que modulada de maneiras diferentes, o passo para que o indivduo (que chamaremos indivduo em primeirograu-I1), afetado pelo simblico, na histria, seja sujeito, se subjetive. assim que podemos dizer que o sujeito ao mesmo tempodespossudo e mestre do que diz. Expresso de uma teoria da materialidade do sentido que procura levar em conta a necessria iluso dosujeito de ser mestre de si e de sua fala, fonte de seu dizer.

    Temos acesso assim ao modo como, pela ideologia, afetado pelo simblico, o indivduo interpelado em sujeito. A forma sujeito, queresulta dessa interpelao pela ideologia, uma forma-sujeito histrica, com sua materialidade. A partir da com esssa forma sujeito jconstituda, podemos observar um outro processo.

    2. Se pensamos a relao do sujeito com a linguagem enquanto parte de sua relao com o mundo, em termos sociais e polticos, uma novaperspectiva nos permite ento compreender um segundo momento terico: nesse passo, o estabelecimento (e a transformao) do estatutodo sujeito corresponde ao estabelecimento (e transformao) das formas de individualizao do sujeito em relao ao Estado (cf. ostrabalhos de M. Foucault).

    Em um novo movimento em relao aos processos identitrios e de subjetivao, agora o Estado, com suas instituies e as relaesmaterializadas pela formao social que lhe corresponde, que individualiza a forma sujeito histrica, produzindo diferentes efeitos nosprocessos de identificao, leia-se de individualizao do sujeito na produo dos sentidos. Portanto o indivduo, nesse passo, no aunidade de origem (o indivduo interpelado em sujeito - I1) mas o resultado de um processo, um constructo, referido pelo Estado (teramos

    ento o I2, ou seja, indivduo em segundo grau).

    Teramos a seguinte figura:

    Simblico Sujeito (forma-sujeito histrica)

    interpelao (Ideologia) (Estado) processo de individualizao

    Indivduo (I1)...........Indivduo (I2) forma social capitalista

    (bio, psico) ------------ (social)

  • 8/13/2019 Michel Pcheux - Escritos4

    16/16