CHAINE D'OR SUR LES PSAUMES 2

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    16-Jan-2015
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    Spiritual

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Transcript of CHAINE D'OR SUR LES PSAUMES 2

  • 1. CHAINE DORSUR LES PSAUMESou LES PSAUMES TRADUITS, ANALYSS, INTERPRTSET MDITS A LAIDE DEXPLICATIONS ET DE CONSIDRATIONS SUIVIES, TIRES TEXTUELLEMENT DES SAINTS PRES,DES ORATEURS ET DES CRIVAINS CATHOLIQUES LES PLUS RENOMMS.Par M. lAbb J.-M. P R O N N B , CHANOINE TITULAIRE D E LGMSE DE SOISSONS, A n c i e n Professeur dcriture sainte et dloquence sacre.TOME DEUXIME.PARISLOUIS VIVES,LIBRAIRE-DITEUR13, RUE DELAMBRE, 131879

2. Biblio!que Saint Librehttp://www.liberius.net Bibliothque Saint Libre 2007.Toute reproduction but non lucratif est autorise. 3. CHAINE DOR SUR LES PSAUMES. 4. LIVRE DESPSAUMES (SUITE D U LIVRE I I . ) PSAUME LX. I n finem, i n h y m n i s David.P o u r l a f i n , e n t r e les C a n t i q u e s d e David.{. E x a u d i , Deus, d e p r e c a t i o n e m 1. E x a u c e z , Dieu ! m a s u p p l i c a t i o n ;m e a m : i n t e n d e o r a t i o n i mea?.. soyez a t t e n t i f m a p r i r e . 2 . A finibus t e r r a ; a d t e c l a m a -2 . Jai cri vers vous d e s e x t r m i t svi : d u m a n x i a r e t u r c o r m e u m , ind e la t e r r e , l o r s q u e m o n coeur t a i t d a n sp e t r a exaltasti m e .la n x i t ; vous mavez plac s u r la p i e r r e en u n lieu lev.Deduxisti m e ,Vous ma v e z c o n d u i t ,3 . q u i a factus os spes m e a : t u r - 3. p a r c o q u e vous t e s d e v e n u m o nris fortitudinis a facio inimici.os{)rnnrn,une t o u r / b r t e c o n t r e le n n e m i .4 . I n h a b i t a b o in t a b o r n a c u l o t u o 4 . Jh a b i t e r a i t e r n e l l e m e n t d a n s volroin scula : p r o t e g a r in v e l a m e n t o t a b e r n a c l e ; j e serai on s r e t et c o u v e r talarnm tuarum.sous vos a i l e s ,H. Q u o n i a m t u , Doua m e n s , ox-r. p a r c e q u e vous avez e x a u c , m o na u d i s t i o r a t i o n e m m e a m : dedisti D i e u ! m a p r i r e ; vous avez d o n n u nhnereditatem. t i m e n t i b u s n o m e nh r i t a g e ceux q u i c r a i g n e n t v o t r e n o m .tuum.6. Dies s u p e r dies r g i s adji-6. Vous ajouterez d e n o u v e a u x j o u r sc i e s : a n n o s ejus u s q u e i n d i e m g e - a u x j o u r s d u r o i , e t vous p r o l o n g e r e znerationis et generationis.ses a n n e s dAge en g e . 7 . P e r m a n e t in setornum in cons- 7. Il d e m e u r e t e r n e l l e m e n t en la p r -p e c t u Dei : m i s e r i c o r d i a m et veri- sence d e Dieu. Qui r e c h o r c h e r a sa m i s -t a t e m cjus quis r e q u i r e t ?r i c o r d e et sa v r i t ? 8. Sic p s a l m u m d i c a m n o m i n i t u o 8 . Ainsi j e c h a n t e r a i d a n s t o u t e lain saculum saculi : u t r e d d a msuite des sicles dos c a n t i q u e s la gloirev o t a m e a d e die in d i e m . de votre n o m , et jaccomplirai chaque j o u r les v u x q u e ja i faits. TOME II.1 5. PSAUME LX. Sommaire analytique. David, exil loin du tabernacle, dans la villo do Malianam, sur le montGalaad, lors de la rbellion de son fils Absalon, reprsente ici lEglise etle fidle qui, de lexil de cette vie, soupirent aprs le ciel.I. IL FAIT PROFESSION DE QUATRE VERTUS A LGARD DE DIEU : 1 La prire, dont il dtermine a) le lieu, des extrmits de la terre; 6) le mode, jai cri ; c) le temps, lorsque mon cur tait dans latristesse; (1, 2); 2 La foi, par laquelle Dieu llve sur la pierre ferme qui est Jsus-Christ ; 3resprance, qui lui mrite davoir Dieu pour conducteur et pour guidc(3);4 la charit, laquelle il doit dtre conserv et dfendu par Dieu lui-mme (3).II. IL LOUE LA BONT DE DIEU ENVERS LUI *. 1 Dieu dtourne de lui les maux qui le menaaient : a) en le retirant dansson tabernacle comme dans un asile assur (4) ; b) en le mettant couvertsous ses ailes (4). 2 Il le comble de biens : a) des biens de la fortune, en exauant sa prireet en le rtablissant sur son trne (5) ; b) des biens du corps, en ajoutant sa vie de nouveaux jours, et en tendant sa protection sur ses descen-dants (G) ; c) des biens de lurne, en lui donnant la gloire ternelle, et, enreconnaissance de ces dons magnifiques, David promet de chanter dansla suite des sicles les louanges de Dieu (7, 8). Explioations e t Considrations. I. 1-3. f. 1. Lardeur du Prophte en priant condamne presque toutesnos prires, parce que nous ny portons quun cur lche, insensible,vide de vrais dsirs. "Vous priez, dit saint Augustin, ayez donc lecur lev vers Dieu. Je dis le cur lev vers Dieu, non contre Dieu.Si vous avez le cur plein dorgueil, il est lev contre Dieu et nonvers Dieu. Celui qui lve sincrement son cur vers Dieu, le dposeentre les mains de Dieu. Dieu reoit ce cur, le tient en sa puissance,l lempche de retomber vers la terre. (S. AUG.)2. Cest toujours des confins de la terre que nous crions vers leSeigneur. Il est infiniment lev au-dessus de nous, et nous sommesinfiniment loigns de lui. (BERTUIER.) 6. PSAUMELX. 3 3. Vous mavez conduit, parce que vous tes devenu m o n esp-r a n c e . S i l e S e i g n e u r n t a i t d e v e n u n o t r e e s p r a n c e , il n e nousc o n d u i r a i t p a s . I l n o u s c o n d u i t c o m m e n o t r e c h e f ; il n o u s c o n d u i t e nlui c o m m e n o t r e v o i e , e t il n o u s c o n d u i t l u i c o m m e n o t r e rcom-p e n s e d a n s la p a t r i e . Il n o u s c o n d u i t d o n c . P o u r q u o i ? p a r c e quil e s tdevenu notre esprance. Comment est-il d e v e n unotre esprance ?P a r la raison m m e que nous savons quil a t tent, quil asoufferte t q ui l e s t r e s s u s c i t , il e s t d e v e n u n o t r e e s p r a n c e . . . E n l u i v o u svoyez votre souffrance et votre r c o m p e n s e : votre souffrance, d a n s sapassion ; v o t r e r c o m p e n s e , d a n s sa r s u r r e c t i o n . Cest d o n c ainsi q uj ^est devenu notre esprance; car nous avons d e u x vies, lune danslaquelle nous sommes aujourdhui, lautreq u e n o u s e s p r o n s . Celled a n s laquelle n o u s s o m m e s n o u s est i n c o n n u e . S u p p o r t e z p a t i e m m e n tcelle q u e v o u s avez et v o u s o b t i e n d r e z celle q u e v o u s navez p a s e n c o r e .( S . AUG.) J s u s - C h r i s t e s t c e t t e f o r t e t o u r c o n t r e le n n e m i , l e f o n -dement inbranlable, hors duquel il ny e n a p o i n t da u t r e ,cettep i e r r e a n g u l a i r e e t f e r m e s u r l a q u e l l e lE g l i s e e t t o u s les m e m b r e s d elEglise s o n t levs et affermis contre toutes les t e n t a t i o n s d u d m o n .C r a i g n e z - v o u s d t r e f r a p p p a r le d m o n ? rfugiez-vous d a n s l a for-teresse. J a m a i s , d a n s cette forteresse, les flches d udmon ne pour-r o n t vous a t t e i n d r e ; vous y d e m e u r e r e z d a n s u n s r a b r i . Mais c o m m e n tv o u s rfugier d a n s cette f o r t e r e s s e ? . . . Elle est d e v a n t v o u s . R a p p e l e z -v o u s le Christ, et entrez d a n s la forteresse. Mais c o m m e n t vous r a p -pelerez-vous le C h r i s t ? Quelque souffrance q u e vous enduriez, pensezquil a souffert a v a n t vous, et pensez aussi d a n s quel b u t : p o u r m o u r i re t p o u r r e s s u s c i t e r . ( S . AUG.) II. 4 - 8 .f. 4, 5. L e t a b e r n a c l e d e Dieu est la p a t r i e des j u s t e s . Ils se r e g a r -d e n t d a n s ce m o n d e c o m m e des t r a n g e r s ; t o u t ce q u i les e n v i r o n n eici-bas l e u r p a r a t u n e o m b r e fugitive ; ils o n t d e s d s i r s , m a i s p o u r l eciel. J e c h e r c h e , disait s a i n t A u g u s t i n , u n t r e s i m p l e ,vritable,d u r a b l e , e t il n e s e t r o u v e q u e d a n s l a s a i n t e J r u s a l e m , l p o u s e de>m o n D i e u . Il ny a d a n s ce s j o u r n i m o r t , ni dfaut, ni jourquipasse; mais un jour p e r m a n e n t , parce quil nest prcd ni du j o u rdh i e r , n i c h a s s p a r le j o u r d u l e n d e m a i n . ( S . AUG.) J e s e r a i c o u v e r t sous labri do vos ailes. Voil p o u r q u o in o u s s o m m e s en,s c u r i t a u milieu d e si g r a v e s t e n t a t i o n s , j u s q u ce q u e v i e n n e l afin d e s s i c l e s e t q u e l e s s i c l e s t e r n e l s n o u s r e o i v e n t : ce s t q u e n o u s 7. 4PSAUME LX. sommes couvert sous labri des ailes de Dieu. La chaleur en ce monde est terrible, mais il y a une ombre rafrachissante sous les ailes de Dieu. (S. AUG.)jf. 6. Ce roi, cest le Christ, notre tte, notre roi. Vous lui avez donn jours sur jours, non-seulement les jours de ce temps qui doit prendre fin, mais des jours sans fin au-del de ces premiers jours. Jhabiterai, dit-il, dans la maison du Seigneur, pendant la longueurdes jours. (Ps. xxn, 6.) Pourquoi dire pendant la longueur desjours, sinon parce que les jours prsents ne connaissent que la bri-vet ? En effet, toute chose qui doit prendre fin est courte ; mais ceRoi possde jours sur jours, de sorte que non-seulement il rgnerasur son Eglise pendant ces jours passagers, mais encore les saintsrgneront avec lui pendant les jours qui nont pas de fin. Au ciel, il ny a quun jour, et ce jour renferme des jours innombrables. Cest parce que ces jours sont nombreux que le Prophte a dit, comme je viens de le rappeler: Pendant la longueur des jours; cest parce que ce jour est unique, quil est dit en ce sens : Vous tes mon Fils, jevous ai engendr aujourdhui. (Ps. n, 7.) Aujourdhui ne dsignequun jour, mais ce jour nest pas plac entre une veille et un len- demain. La fin dune veille nest pas son commencement, et le com-mencement dun lendemain nest pas sa fin ; car il est dit des annes de Dieu : Pour vous, vous tes toujours le mme, et vos annes nefiniront pas. (Ps. ci, 28.) Des annes, des jours, un seul jour, cestla mme chose. Dites ce que vous voulez pour exprimer lternit.Vous pouvez dire ce quil vous plat de lternit, parce que, quelquechose que vous en disiez, vous en direz toujours trop peu. Mais il fautque vous en disiez quelque chose, pour vous donner du moins pen-ser s